A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou, nesta terça-feira (02/03), 1.330 casos da Covid-19. Entre os confirmados hoje, 64 (5%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 1.266 (95%) são leves. Agora, Pernambuco totaliza 301.434 casos confirmados da doença, sendo 32.563 graves e 268.871 leves, que estão distribuídos por todos os 184 municípios pernambucanos, além do arquipélago de Fernando de Noronha.

Leia o boletim completo da SES-PE: 02.03 – BOLETIM COVID-19_COMUNICAÇÃO SES_PE

Além disso, o boletim registra um total de 259.687 pacientes recuperados da doença. Destes, 19.810 eram pacientes graves, que necessitaram de internamento hospitalar, e 239.877 eram casos leves.

Também foram confirmados laboratorialmente 23 novos óbitos (11 masculinos e 12 femininos), ocorridos entre os dias 24/12/2020 e 1º/03/2021. As novas mortes são de pessoas residentes dos municípios de Canhotinho (1), Carpina (1), Caruaru (1), Custódia (1), Fernando de Noronha (1), Ipojuca (1), Jaboatão dos Guararapes (3), Palmares (1), Parnamirim (1), Petrolina (3), Recife (5), Salgueiro (1), São João (1), Serra Talhada (1) e Tamandaré (1). Com isso, o Estado totaliza 11.030 mortes pela doença.

Os pacientes tinham idades entre 50 e 91 anos. As faixas etárias são: 50 a 59 (7), 60 a 69 (4), 70 a 79 (5) e 80 ou mais (7). Do total, 16 tinham doenças pré-existentes: diabetes (7), doença cardiovascular (7), hipertensão (5), tabagismo/histórico de tabagismo (4), doença respiratória (3), obesidade (2), etilismo/histórico de etilismo (1) e imunossupressão (1) – um paciente pode ter mais de uma comorbidade. Os demais seguem em investigação.

Com relação à testagem dos profissionais de saúde com sintomas de gripe, em Pernambuco, até agora, 26.626 casos foram confirmados e 46.568 descartados. As testagens entre os trabalhadores do setor abrangem os profissionais de todas as unidades de saúde, sejam da rede pública (estadual e municipal) ou privada. O Governo de Pernambuco foi o primeiro do país a criar um protocolo para testar e afastar os profissionais da área da saúde com sintomas gripais.

TERAPIA INTENSIVA

Mais 23 leitos de UTI para pacientes com síndrome respiratória aguda grave (Srag), suspeitos ou confirmados para Covid-19, foram abertos em Pernambuco nas últimas horas. No Hospital Agamenon Magalhães (HAM), localizado na zona norte do Recife, foram disponibilizadas mais 18 vagas, totalizando 43 de terapia intensiva no serviço. Já em Salgueiro, no Sertão Central, foram abertos 5 leitos no Hospital Regional Inácio de Sá, que duplica sua capacidade, chegando a 10. Com isso, o Estado totaliza 1.039 leitos de UTI.

Essas novas vagas somam-se as 22 de UTI abertas no último sábado (27/02), sendo 20 no Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa, na capital pernambucana, e 2 no Hospital Rui de Barros Correia, localizado em Arcoverde, no Sertão do Moxotó. A expectativa é que cerca de 30 leitos ainda sejam disponibilizados esta semana.

“Temos um monitoramento permanente e diário da pandemia da Covid-19 em Pernambuco e estamos atento aos indicadores de todas as regiões do Estado. A partir dos dados epidemiológicos e das solicitações de leito das últimas semanas, estamos fazendo as ampliações necessárias na rede para garantir o atendimento a todos que precisarem. O Estado tem trabalhado para ofertar a assistência necessária e também nas ações de prevenção, mas precisamos contar com o apoio de todos para frear a aceleração da doença. Precisamos respeitar os protocolos e decretos sanitários, diminuir o contato social, reforçar as medidas de higiene e continuar usando máscara. Só assim poderemos evitar adoecimentos e, principalmente, mais óbitos”, afirma o secretário estadual de Saúde, André Longo.

SÍNDROME PEDIÁTRICA

A Secretaria Estadual de Saúde informa que não foram registrados novos casos da Síndrome Inflamatória Multissistêmica (SIM-P). Até o momento, continuam as 28 ocorrências já divulgadas: 26 evoluíram para cura e alta hospitalar e 2 vieram a óbito.

SPUTNIK V

O governador Paulo Câmara visitou, nesta terça-feira (02.03), a fábrica da União Química, em Santa Maria, Distrito Federal, onde é produzida a vacina Sputnik V, da Rússia. Ao lado de outros governadores, Paulo Câmara conheceu as instalações e participou de reunião com o CEO da União Química, Fernando Marques, e o diretor de Negócios Internacionais da empresa, Rogério Rosso, além do embaixador da Rússia no Brasil, Sergey Akopov. A intenção dos governadores é negociar com a fábrica a compra direta da vacina, caso o governo federal não tenha condições de atender os Estados na distribuição do imunizante.

“A documentação da Sputnik V foi entregue à Anvisa e, havendo autorização, já deveremos ter, a partir do mês de abril, a fabricação desse imunizante no Brasil. Isso vai nos ajudar a acelerar o processo de vacinação da nossa população, juntamente com a produção dos laboratórios Butantan e Fiocruz, para termos mais opções de vacinas. Até porque, a quantidade de vacinas, hoje, ainda está bem aquém do necessário para garantirmos uma cobertura satisfatória para a população brasileira”, afirmou Paulo Câmara, lembrando que a Sputnik V apresentou um nível de eficácia acima de 90% contra o novo coronavírus na última etapa de testes no seu país de origem.

Primeira vacina contra a Covid-19 registrada no mundo, ainda em agosto do ano passado, a Sputnik V já começou a ser aplicada na Argentina, país vizinho ao Brasil, com sucesso. A União Química garantiu aos governadores que a Rússia dispõe de 10 milhões de doses da vacina para enviar ao Brasil assim que obtiver a aprovação na Anvisa, que ainda não ofereceu uma previsão de data para a conclusão desse processo. Ainda segundo a empresa, até dezembro, a Rússia teria condições de produzir e enviar ao Brasil outras 150 milhões de doses.

VETOS

Após a visita à fábrica da união Química, o governador também externou sua preocupação com os vetos do presidente Jair Bolsonaro a trechos da Medida Provisória das Vacinas. Principalmente o que dificulta a compra de imunizantes diretamente pelos demais entes federativos. Segundo Paulo Câmara, o Ministério da Saúde já havia sinalizado a favor, deixando claro que caso houvesse oportunidade a compra poderia ser feita, com a garantia do ressarcimento de recursos aos entes federativos.

Da mesma forma, o governador criticou o veto ao dispositivo que dava prazo de cinco dias para a Anvisa aprovar o uso emergencial de vacinas. “Se os organismos internacionais, que têm tanto critério na liberação de vacinas em outros países, estão liberando o uso, por que não haver um procedimento mais célere também no âmbito da Anvisa? Precisamos agilizar o plano de vacinação, com toda a segurança necessária, mas infelizmente o governo federal tem barrado iniciativas legislativas que são fruto de muita discussão no Congresso Nacional”, lamentou Paulo Câmara.

APOIO DE LIRA

Ainda em Brasília, Paulo Câmara participou de uma videoconferência do Fórum dos Governadores do Brasil com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, para discutir um estreitamento de relações entre os Estados e o Legislativo Federal no enfrentamento da pandemia e na celeridade do processo de imunização. Lira se colocou à disposição dos governadores para fazer avançar essas pautas de interesse maior no Congresso Nacional. “Nós também solicitamos ao presidente da Câmara agilidade na implantação do novo auxílio emergencial e de outras pautas federativas que possam ajudar nesse ambiente que estamos enfrentando de pandemia e, ao mesmo tempo de desemprego e recessão econômica”, completou Paulo Câmara.

BALANÇO DA VACINAÇÃO

Pernambuco já aplicou 431.804 doses da vacina contra a Covid-19, das quais 317.513 foram primeiras doses. Ao todo, foram feitas a primeira dose em 159.246 trabalhadores de saúde; 23.982 povos indígenas aldeados; 5.587 idosos em Instituições de Longa Permanência; 9.964 idosos de 75 a 79 anos; 38.344 idosos de 80 a 84 anos; 79.538 idosos a partir de 85 anos; além de 852 pessoas com deficiência institucionalizadas.

Em relação à segunda dose, já foram beneficiados 87.490 trabalhadores de saúde; 22.193 povos indígenas aldeados; 4.077 idosos institucionalizados; 33 idosos a partir de 85 anos e 498 pessoas com deficiência institucionalizadas; totalizando 114.291 pessoas que já finalizaram o esquema.