Crianças representam 2,5% do total de ocorrências de síndrome respiratória aguda grave por Covid-10 em Pernambuco

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Na coletiva também foi feita uma análise da incidência da Covid-19 entre as crianças. Ao todo, foram registramos 647 ocorrências de Srag na faixa etária até 14 anos, sendo 316 casos em criança de até 1 ano; 227 de 2 a 9 anos; e 104 de 10 a 14 anos. Com relação aos óbitos, foram 48: 26 na faixa etária até 1 ano; 18 em crianças de 2 aos 9 anos; e 4 de 10 a 14.

Assim, os casos graves em crianças de 0 a 14 anos correspondem a 2,5% do total de ocorrências de Srag por Covid-19 e 0,6% do total de óbitos. Com relação à proporção de positividade para Covid dos casos de Srag, a média em Pernambuco, desde o início da doença, está em 53% em todas as idades. Já entre as crianças com Srag, essa proporção de positividade é menor, de 26%.

“Estes dados corroboram os relatos e estudos consolidados dentro e fora do Brasil, que apontam que, apesar de serem igualmente propensas a se infectarem pela Covid-19, as crianças apresentam menor risco de desenvolver a forma grave da doença. Mas precisamos reforçar que ninguém está imune ao vírus e todos podem se tornar vítimas da doença, até crianças. Por isso, todos, adultos e crianças, devem seguir as regras protocolares de educação sanitária hoje preconizadas, devendo sempre lavar as mãos com mais frequência, adotar o distanciamento social e usar a máscara corretamente todas as vezes que sair de casa”, pontuou o secretário estadual.

Para prestar assistência a esse público, Pernambuco possui mais de 100 leitos voltados para bebês e crianças em Pernambuco, sendo 37 de terapia intensiva. Atualmente, a ocupação média destas vagas está em 64%. Dentro do planejamento da SES-PE para a ampliação desta rede, foram abertas, nas últimas semanas, 10 leitos de UTI neonatal no Imip;  e 10 novos leitos de UTI pediátrica e 17 de enfermaria para crianças no Hospital Barão de Lucena.

“Estamos avaliando as possibilidades de ampliação de novas vagas junto aos serviços de referência para Covid-19”, disse o secretário André Longo.

SÍNDROME PEDIÁTRICA – Ainda sobre os casos envolvendo o público infantil, foram atualizados os dados da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) – quadro que acomete crianças e adolescentes possivelmente relacionado à Covid-19. Até esta terça-feira (25.08), Pernambuco contabiliza 9 casos, sendo 7 com evolução para alta, 1 internado em enfermaria e 1 (sexo feminino, de 11 anos, residente no Recife) que veio a óbito no final de junho. Todos tiveram resultado positivo para o novo coronavírus.

A notificação dessa síndrome foi instituída no início deste mês de agosto e os serviços de saúde, além de casos novos, estão resgatando ocorrências desde o começo da pandemia.

“Os serviços tinham esses relatos, mas o protocolo e a obrigatoriedade de notificação saiu há pouco mais de 15 dias. É importante que todos os serviços de referência para pediatria no Estado estejam atentos ao diagnóstico sindrômico para que haja a notificação desses casos da Síndrome Pediátrica, possivelmente pós-exposição à Covid-19”, frisou André Longo.

Dos casos registrados até o momento, 4 são do sexo masculino e 5 do sexo feminino, com idades entre 4 e 13 anos e residentes nos municípios de Joaquim Nabuco, Sirinhaém, Goiana, Limoeiro, Timbaúba, Caruaru, Flores e Recife, além de uma criança de Alagoas (Maragogi) assistida na rede de saúde pernambucana. Os adoecimentos ocorreram entre maio e este mês de agosto e foram atendidos nos hospitais Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), Correia Picanço, Barão de Lucena e Imip, no Recife; no Hospital Prof. Agamenon Magalhães (Hospam), em Serra Talhada; e no Memorial de Goiana, na Zona da Mata Norte.

O que é: Os relatos da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica descrevem manifestações sindrômicas caracterizadas por febre persistente e elevada acompanhada de um conjunto de sintomas que podem incluir hipotensão (pressão baixa ou choque), comprometimento de múltiplos órgãos e elevados marcadores inflamatórios. O paciente hospitalizado pode apresentar manifestações cardiovasculares ou gastrointestinais agudas (diarreia, vômito, dor abdominal); conjuntivite ou manifestações cutâneas; quadro inflamatório e confirmação laboratorial (técnica RT-PCR ou sorologia) ou história de contato com caso confirmado do novo coronavírus.

Os sintomas respiratórios não são presentes em todos os casos, de acordo com as evidências atuais. As características são semelhantes à síndrome de Kawasaki e síndrome do choque tóxico. Os pacientes farão exames para confirmar ou descartar a infecção pelo Covid-19, além de outros testes laboratoriais, especialmente os marcadores de atividade inflamatória. Toda a definição de caso está explicitada em nota técnica da SES-PE, que reforça a notificação em até 24 horas quando o paciente se enquadra como um caso que atende essa definição da síndrome, ou seja, já tem os resultados dos exames e é um caso confirmado.

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